Como a Creditas trocou Ruby por Kotlin e foi para Kubernetes na AWS
A Creditas oferece crédito com garantia de imóvel, de veículo e consignado no Brasil. Começou num monolito em Ruby, levou os serviços novos para Kotlin e Spring Boot, roda tudo em Kubernetes na AWS e hoje usa agentes de IA na manutenção e no design system.
Fonte dos erros recorrentes de produção em logs e traces que o agente de IA ataca.
Como montaram
Saindo do Ruby para o Kotlin
A Creditas começou com um monolito em Ruby no framework Hanami, além de um microsserviço mais novo em Rails. Em 2018, o time se perguntou se o Ruby ainda servia, porque o monolito não acompanhava o ritmo de mudança.
Depois de comparar C#, Scala, Java e Kotlin, extraíram um contexto pequeno e bem definido para um serviço em Kotlin. Null safety e data classes eliminaram toda uma categoria de testes, o mesmo contexto caiu de 1.174 linhas em Ruby para 650 em Kotlin, e deu para aproveitar bibliotecas Java maduras e o mercado grande de devs Java.
No começo, o time subia servidores com Ansible e depois escolheu o Amazon ECS, porque o EKS ainda estava em preview. Quando a infraestrutura deixou de ser código, trouxeram o Terraform para gerenciar os recursos da AWS.
O passo seguinte foi Kubernetes no Amazon EKS, escolhido para ninguém ter que cuidar de cluster na mão. Uma CLI interna chamada cliditas, escrita em Go, esconde os manifestos dos devs, e em 2022 o time ajustou o cluster-autoscaler depois de ver deploys esperando até seis minutos por máquinas novas.
Os dados de produção ficam em PostgreSQL. Para analisar, o AWS DMS leva os dados para um data lake no S3, o AWS Glue processa e o Amazon Redshift entrega as tabelas finais, tudo criado com Terraform.
Em 2026, a Creditas colocou um agente de IA chamado O Zelador para cuidar do que ninguém prioriza. Ele roda o OpenHands no GitHub Actions com modelos do Amazon Bedrock e puxa sinais do Dependabot, de SAST e de erros recorrentes de produção no Datadog.
O novo design system Lemon Pie mantém Figma e código sincronizados por agentes de IA. Os componentes partem do shadcn/ui sobre Tailwind e variáveis CSS, e o Style Dictionary exporta os tokens para web, iOS e Android.